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© Jorge Carmona / Fundação Calouste Gulbenkian

Maestro

Activo principalmente enquanto maestro, conto colaborações com orquestras de sete países e algumas das principais orquestras nacionais, tanto na posição de director musical como maestro convidado.
Sou avesso à especialização num repertório específico e pratico com igual entusiasmo a música antiga e a criação contemporânea, vivendo esta profissão com especial sentido de missão no que diz respeito a um pensamento ecossistémico da música clássica. Quer isto dizer que me interessam, acima de tudo, a reflexão e re-interpretação do repertório canónico, assim como a que considero ser muito necessária (re-)descoberta e (re-)valorização de autores marginais ou emergentes como Florence Price, Nathan Bales, Johanna Beyer, John Luther Adams, Tiago Derriça, entre muitos outros aos quais me tenho dedicado.

Assumo um compromisso com a equidade na programação musical, mas também com a descentralização e a acessibilidade radical no acesso à música clássica. Por essa razão, tenho gosto em dizer que já dirigi orquestras em cidades como Rio de Janeiro, Madrid, Chicago, São Petersburgo, Milão ou Lisboa, mas também - e com igual entusiasmo - em locais como Rapoula do Côa (Sabugal), Orjais (Covilhã), Colmeal da Torre (Belmonte), Atalaia do Campo (Fundão), Benquerença (Penamacor), Carvalhal Redondo (Nelas) ou Pínzio (Pinhel).

Foram meus mentores, por esta ordem, os seguintes maestros: Gilberto Serembe, Umberto Benedetti Michelangeli, Victor Yampolsky, Alan Pierson, Christopher Rountree.

Com a Orquestra Sem Fronteiras venci o Prémio Carlos Magno para a Juventude em 2022, uma iniciativa do Parlamento Europeu para premiar os valores de união na Europa.