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© Enric Vives-Rubio / Lu.Ca - Teatro Luís de Camões

Autor (música)

Apesar de gostar de criar e pensar em música nova desde os primeiros momentos em que comecei a aprender piano, só a partir de 2019 comecei a levar mais a sério esta actividade, sobretudo quando desafiado ou atraído por contextos estimulantes. Considero a orquestração e o arranjo uma forma de co-autoria, e também nessas disciplinas sou muito realizado.

Dentre os projectos mais recentes, destacam-se:

Vita e Virgínia (piano e sons pré-gravados, 2021) 

Vita & Virgínia estreou no Teatro Municipal S. Luiz em Dezembro de 2021. Com texto de Eileen Atkins e encenação de Daniel Gorjão, tive o prazer de fazer a direcção musical deste espectáculo. O meu trabalho envolveu a samplagem de sons pré-gravados, e a escrita de cerca de 30 minutos de música de cena para piano solo, repartida por vários momentos da peça.

O Anel do Unicórnio (ópera de câmara, 2021) 

Da encomenda do Lu.Ca - Teatro Luís de Camões, nasceu O Anel do Unicórnio, uma ópera de bolso infantil para seis músicos, três cantores e um actor em três actos e uma abertura miniatura. Com a duração de 55 minutos, esta ópera cómica com libreto original de Ana Lázaro conta com um ensemble que combina o instrumentário clássico (violino, flautas, harpa, contrabaixo) com sonoridades emprestadas de outros géneros musicais (sintetizadores, baixo eléctrico, bateria, melódica, entre outros).

Estreou em Novembro de 2021, passando por Lisboa, Guimarães e Loulé, seguindo-se Leiria, Ovar, Ílhavo e Odivelas em 2022.

Soo este lugar onde estou (sons pré-gravados, 2021) 

Um projecto de soundscaping e co-criação que é o resultado de uma residência artística em Valença do Minho, integrado no programa "Amar o Minho". Em colaboração com os alunos da Academia de Música de Valença e do Conservatório de Música de Tui, foi realizada uma composição a partir de sons gravados pelos participantes que se apresentou espacializada no espaço da Fortaleza de Valença. Estreou em Maio de 2021.

Musica Humana (ensemble, 2019) 

Um projecto em parceria com a artista Francisca Aires Mateus, desenvolvido para o Museu Nacional de Arte Contemporânea, onde esteve em Dezembro de 2019, consiste na composição para ensemble de cinco instrumentos a partir de um algoritmo psicológico gerado pelas respostas de 24 participantes anónimos ao Questionário de Proust. A apresentação desta obra consiste na sua espacialização numa sala escura.

Este projecto foi vencedor do Prémio de Arte Santander 2021, tendo sido reposto no Edifício dos Leões, em Lisboa, em Dezembro de 2021.

O Bojador (quarteto de cordas, 2019) 

A primeira encomenda formal que aceitei, consistiu na escrita de uma partitura para servir como música de cena à encenação de Moncho Rodríguez da peça O Bojador, de Sophia. Estreou no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz em Março de 2019, sendo depois apresentado em Braga, Funchal, Barcelos e Freixo de Espada à Cinta.